nadar!

 

 

 


 

BARREIRA DERRUBADA

De: http://www2.correioweb.com.br/cbonline/esportes/pri_esp_236.htm?
Date: 11-05-2009

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O sábado foi mais um dia histórico para a natação brasileira no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Exatos 29 anos e um mês depois, caiu o recorde sul-americano de Djan Madruga nos 800m, nado livre. O autor da façanha foi o baiano Luiz Rogério Arapiraca, 22 anos, que cravou 7min58s20, mais de um segundo abaixo da marca anterior, de 7min59s85. “Estou muito honrado. Era um recorde que eu almejava há muito tempo. É um sonho realizado”, comemorou o nadador, ao deixar a piscina, depois de ser abraçado por Madruga. “O Djan sempre foi um cara em quem eu me espelhei. Sempre procurei copiar seu estilo. Ele era muito versátil e finalizava as provas com muita força. Tentei repetir isso.”

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Madruga parecia feliz, apesar de perder uma marca de tantos anos. “Eu sabia que a marca poderia cair. A prova tinha nadadores muito fortes. Mesmo assim, foi um feito e tanto. A barreira dos oito minutos nos 800m é muito difícil de ser superada até os dias de hoje”, afirmou. Os 800m não são distância olímpica para atletas masculinos. Luiz Rogério nem era nascido quando Madruga estabeleceu o antigo recorde sul-americano em Austin, Estados Unidos, em 9 de abril de 1980. O atleta admitiu que a marca estava a seu alcance depois de vencer os 1.500m, com 15min15s94, novo recorde brasileiro e do campeonato. “Depois do meu desempenho nos 1.500m, eu sabia que poderia chegar nos 800m. Resolvi entrar e dar tudo”, disse.

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Ouro A expectativa era enorme, ontem, quinto dia de competições, para a final dos 50m peito. Todos esperavam por Felipe França, novo astro da natação brasileira, que batera o recorde mundial da prova nas eliminatórias, no dia anterior, com o tempo de 26s89. Sabia-se, porém, que a repetição da façanha seria muito difícil. Ainda assim, Felipe não decepcionou e conquistou a medalha de ouro, com 27s25. “Minha perspectiva era ganhar o ouro e manter o recorde. Sabia que seria muito difícil batê-lo”, admitiu. “De manhã, o corpo ainda está adormecido.” Ele confessou que não conseguiu se isolar na noite anterior. “Por dentro, já comemorei muito. Procurei me controlar por causa das provas de hoje (ontem), mas acabei entrando em vários sites e vi as notícias e minha foto estampada. Foi algo muito especial. Curti o momento”, contou. Felipe está consciente de que a fama traz uma pressão maior. Ele sabe que entra como favorito no Mundial de Roma, em julho. O segredo, segundo o paulista, que completará 22 anos na quinta-feira, será manter a tranquilidade e treinar forte. “Nunca entrei em uma competição com a pressão de ser o favorito. Será a primeira vez”, afirmou. “Não sei como vou me sentir. Vou me preparar muito para estar o mais calmo e relaxado possível. Não posso me sentir pressionado, nervoso.”

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Mulheres Também ontem, Joanna Maranhão mostrou que está em evolução ao nadar os 200m borboleta em 2m09s48, tempo suficiente para desbancar o recorde sul-americano, que era dela mesma, estabelecido 2008 (2m10s45). Depois do desempenho apagado nos Jogos Olímpicos de Pequim, Joanna casou-se recentemente e acredita que esse seja um dos motivos de seu bom momento profissional. “Os resultados estão saindo. Meu casamento com o Rafael, que me dá paz para a dedicação aos treinamentos, contribuiu para isso”, disse. Além da brasileira, a chilena Kristel Kobrich aproveitou o dia para se garantir como a mulher mais rápida da América do Sul nos 1.500m livre, com a marca de 16m11s40.