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NA ONDA DOS SUPERMAIÔS

De: https://seguro2.oglobo.com.br/cadastro/digital/default.asp
Date: 11-05-2009

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Enquanto caem recordes e a disputa se confirma como a mais acirrada das últimas edições da competição, o Troféu Maria Lenk, na Barra, abre as portas para um verdadeiro desfile de supermaiôs. Preto, cinza, vermelho, dourado, prateado, azul ou rosa, eles também vestem os principais nadadores brasileiros, que, se não têm muita facilidade para conseguir um desses trajes — com exceção, claro, do campeão olímpico Cesar Cielo, que nada com o Arena, e de Henrique Barbosa, que usa o Jaked —, acabam nadando com maiô emprestado ou comprando de última hora de nadadores que viraram vendedores durante a competição. — Eu tenho três maiôs da Jaked. Mas lá fora, ao contrário daqui, os fabricantes vêm atrás de você, fazem questão que se use o maiô deles. É muito mais fácil — afirma Barbosa, que mora e treina em Paris desde outubro do ano passado.

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Um maiô novo em cada final do Mundial O esforço vale a pena. Após provocarem uma verdadeira revolução na natação, com mais de cem recordes mundias quebrados em dois anos, esses trajes se tornaram peça obrigatória para qualquer nadador de alto nível; e, se não é gritante, a diferença entres esses e os trajes antigos é suficiente para colocar ou tirar alguém do pódio, superar ou não um recorde. Afinal, é de centésimos de segundo que se trata. — Ultimamente, a gente tem visto o cara ganhar o ouro na batida de mão (ele foi campeão olímpico com 15 centésimos de vantagem em relação ao segundo colocado, o francês Amaury Leveaux). Nesse momento, qualquer ajuda faz diferença. E tem também o fator psicológico. Se todo mundo tem e você não, já se sente inferiorizado — acredita Cielo, que defende a democratização da tecnologia. — O importante é que todo mundo tenha acesso ao que está disponível. Para nós, o que interessa saber é quem, nas mesmas condições, é o melhor. A marca italiana se tornou a sensação após o recorde mundial do francês Frédérick Bousquet nos 50m livre, no fim de abril. Já a Arena veste o brasileiro César Cielo desde a conquista olímpica em Pequim. É com o maiô que usou nos Jogos, inclusive, o R-Evolution, que o brasileiro pretende disputar o Mundial.

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No Maria Lenk, ele tem experimentado um protótipo do X-Glide — maiô que está ajudando a desenvolver juntamente com o francês Alain Bernard, atual recordista mundial dos 100m livre —, mas ainda não conseguiu se adaptar a ele.

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Os dois já são uma geração superior ao LZR, da Speedo, considerado o melhor dos maiôs nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado, com o qual o americano Michael Phelps conquistou oito medalhas de ouro. E estão longe de ser baratos. Custam, em média, R$ 1.300. Para vesti-los, muitos usam luvas (para evitar que furem ou rasguem) e se munem de toda paciência do mundo (são necessários cerca de 20 minutos para vesti-lo). E, apesar de impressionarem pelo design, cores e rendimento, duram muito pouco. — À medida que você usa, o maiô vai alargando. O melhor é competir, no máximo, três vezes com ele. Mais do que isso, já perde um pouco de sua característica. No Mundial, vou disputar eliminatória e semifinal com o mesmo maiô, mas, em cada final, terei um novo. Está no contrato com a Arena — explica Cielo.