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TÉCNICO DIZ QUE MAIÔ É "DETALHE" E PEDE HOMOLOGAÇÃO DE RECORDES

De: http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/05/19/579385.html
Date: 21-05-2009

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Dos 348 maiôs analisados pela Federação Internacional de Natação (FINA), 146 foram barrados, entre eles o Jaked J01, utilizado por Felipe França na quebra do recorde mundial dos 50m peito, e o X-Glide, desenvolvido especialmente para Cesar Cielo. Albertinho Silva, técnico do Pinheiros e da seleção brasileira, minimizou o veto aos trajes das duas principais esperanças do Brasil no Mundial de Roma. "Temos que colocar os atletas em condição de fazer finais e disputar medalhas. A partir do momento em que o atleta está bem preparado física e psicologicamente, pode vencer todas as barreiras e ganhar medalhas. Mas se ele negligencia aspectos como a parte física e a alimentação, pode ser que não reúna condições para vencer. O maiô é só mais uma pecinha no meio de várias outras coisas", disse o técnico à GE.Net.

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Ao falar especificamente sobre Felipe França e César Cielo, Albertinho Silva não demonstrou preocupação e reiterou sua linha de pensamento. "Eles sabem o potencial que têm e aonde podem chegar. O maiô é um detalhe nessa história toda. Tem um peso especial vestir uma roupa que te agrade, que seja confortável e que você ache que possa ajudar, mas o trabalho de toda a temporada não muda", afirmou. Com o anúncio da FINA, os tempos estabelecidos com os trajes que não foram aprovados ficam em risco. O francês Frederick Bousquet bateu o recorde mundial dos 50m livre com o Jaked J01, mesma peça utilizada por Felipe França nos 50m peito. Com o X-Glide, o francês Alain Bernard cravou uma nova marca nos 100m livre. Albertinho Silva espera a confirmação dos registros.

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"Estamos aguardando a decisão da FINA de homologar os recordes, inclusive o do França. Naquela época, não tinha nada de irregular com os trajes, como todo mundo acompanhou. É apenas uma questão burocrática de a FINA analisar os casos e homologar. A gente acredita que está tudo dentro da normalidade, não temos preocupação em relação a isso", afirmou. Apesar de procurar minimizar a questão, o treinador admite que os atletas terão "uma dor de cabeça" para escolher os novos trajes. Ele não teme que a obrigação de trocar de maiô, casos de Cielo e França, abale os nadadores psicologicamente. "Os atletas carregam uma tensão pré-competitiva e têm que saber como administrá-la para tirar o melhor resultado. Eles já estão acostumados com a pressão", disse.

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Albertinho preferiu não fazer comentários técnicos sobre as peças e chegou a comparar a nova geração dos maiôs com os polêmicos difusores usados pela Brawn GP na Fórmula 1. Ele ainda pediu uma "atitude firme e rápida" da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para contar com as peças permitidas o mais rápido possível. "Queremos usá-las nos treinos e competições preparatórias", encerrou.